Cedro Technologies
28 setembro 2026 - 09:28 | Atualizado em 02 outubro 2026 - 15:22
Market Data B3 e latência são dois conceitos fundamentais para entender como funciona a infraestrutura de negociação eletrônica no mercado financeiro. O Market Data reúne informações sobre preços, ofertas, negócios, índices e outros eventos do mercado, enquanto a latência determina quanto tempo essas informações levam para percorrer o caminho entre a origem, a infraestrutura de distribuição e o sistema que irá consumi-las.
Em um mercado no qual preços e ofertas podem mudar em milissegundos, receber uma informação atrasada pode significar tomar uma decisão com base em um cenário que já não existe. Por isso, para corretoras, bancos, fintechs, plataformas de investimento e sistemas de trading, a qualidade do dado não depende apenas de sua precisão: velocidade, disponibilidade, estabilidade e capacidade de processamento também importam.
O Market Data B3 corresponde às informações produzidas e distribuídas a partir das negociações e ofertas dos mercados operados pela B3. Entre os dados que podem ser utilizados por sistemas financeiros estão informações de preços, ofertas de compra e venda, negócios realizados, volumes e outros eventos relacionados à dinâmica do mercado.
Esses dados alimentam diferentes aplicações, como:
A informação precisa chegar ao sistema consumidor de maneira estruturada e confiável. É nesse ponto que a infraestrutura de distribuição passa a ser tão importante quanto o próprio dado.
Imagine que uma oferta seja alterada na bolsa. Essa informação precisa percorrer diferentes etapas até aparecer na tela de um trader ou ser processada por uma aplicação.
Podemos representar esse caminho de forma simplificada:
Cada etapa pode adicionar algum tempo ao processo. A diferença entre receber uma informação em poucos milissegundos ou recebê-la significativamente depois pode impactar a tomada de decisão e, dependendo da estratégia, a execução de uma ordem.
Por isso, baixa latência em Market Data não significa simplesmente “receber dados rápido”. Significa construir uma cadeia tecnológica capaz de transportar, processar e distribuir grandes volumes de informação com o menor atraso possível e de maneira consistente.
Uma Market Data B3 API funciona como uma interface entre a infraestrutura de dados e as aplicações que precisam consumir essas informações.
Em vez de cada empresa construir toda a infraestrutura necessária para receber, tratar e distribuir os dados de mercado, uma API pode oferecer uma camada de acesso estruturada.
Dependendo da necessidade do projeto, diferentes tecnologias podem ser utilizadas.
O WebSocket Market Data B3 é especialmente relevante para aplicações que precisam receber atualizações continuamente.
Ao contrário de uma comunicação baseada exclusivamente em requisições individuais, uma conexão persistente permite que os eventos sejam enviados à aplicação conforme as informações são atualizadas.
Isso é particularmente útil para:
Para uma aplicação de trading, por exemplo, não basta consultar o preço periodicamente. Dependendo da estratégia, é necessário acompanhar a evolução do mercado em tempo real.
A API REST para mercado financeiro possui outra finalidade. Ela é adequada para operações baseadas em requisição e resposta, como consultas, obtenção de informações específicas e integração entre sistemas.
Por isso, REST e WebSocket não precisam ser vistos como tecnologias concorrentes. Elas podem cumprir papéis complementares dentro da mesma arquitetura.
Uma aplicação pode utilizar REST para consultas e configurações e WebSocket para receber eventos de mercado em tempo real.
A integração B3 via API exige atenção não apenas ao formato da informação, mas também à arquitetura responsável por recebê-la, processá-la e distribuí-la.
Uma estrutura simplificada pode ser:
Em ambientes mais complexos, essa arquitetura pode envolver diferentes componentes:
O Data Engine, por exemplo, pode atuar na organização, tratamento e distribuição dos dados antes que eles sejam disponibilizados para diferentes aplicações.
Essa arquitetura é especialmente importante para empresas que precisam atender múltiplos consumidores, produtos ou canais sem criar integrações independentes para cada aplicação.
Um erro comum é associar Market Data exclusivamente à cotação de um ativo.
Na prática, uma infraestrutura de Market Data pode envolver um conjunto muito maior de informações e eventos. Dependendo do produto contratado e do mercado, podem existir dados relacionados a ofertas, negócios, instrumentos, índices, volumes e outras informações necessárias para representar a dinâmica do mercado.
Isso muda a forma como a infraestrutura precisa ser projetada.
Quanto maior o volume de mensagens, maior a necessidade de uma arquitetura preparada para processamento, distribuição, escalabilidade e estabilidade.
Não adianta uma aplicação ter uma excelente interface se a informação que alimenta essa interface chega atrasada ou apresenta interrupções.
Market Data também não deve ser analisado isoladamente da infraestrutura de negociação.
Em uma arquitetura completa, os dados de mercado podem alimentar sistemas que tomam decisões e, posteriormente, geram ordens.
Um fluxo simplificado pode ser:
Nesse modelo, o Market Data fornece o contexto necessário para acompanhar o mercado, enquanto OMS, Risk, roteamento e motor FIX participam das etapas relacionadas ao gerenciamento e envio das ordens.
É justamente a integração entre essas camadas que permite construir uma infraestrutura de negociação eletrônica mais consistente.
A Cedro atua nesse ecossistema oferecendo soluções que contemplam Market Data, APIs, OMS, Risk, roteamento de ordens e conectividade, permitindo que diferentes componentes da operação financeira sejam integrados em uma mesma arquitetura.
Antes de escolher uma infraestrutura de Market Data, é importante avaliar alguns fatores.
Qual é o tempo necessário para que uma informação esteja disponível para a aplicação?
Para determinadas estratégias, alguns milissegundos podem ser relevantes. Para outras aplicações, o requisito pode ser menos rigoroso.
Quantas mensagens precisam ser processadas e distribuídas?
Uma plataforma com poucos usuários possui necessidades diferentes de uma infraestrutura que atende milhares de conexões simultâneas.
O Market Data precisa estar disponível continuamente. Por isso, redundância, monitoramento e mecanismos de recuperação são componentes importantes da arquitetura.
A solução precisa conversar facilmente com os sistemas existentes?
APIs REST, WebSocket e outras interfaces podem facilitar diferentes tipos de integração, dependendo do caso de uso.
A arquitetura deve ser capaz de acompanhar o crescimento da operação sem exigir uma reconstrução completa da infraestrutura.
Quando uma empresa avalia Market Data, é comum olhar primeiro para preço, cobertura e quantidade de informações disponíveis. Mas existe uma camada menos visível e igualmente importante: a infraestrutura que transporta esses dados.
Uma boa infraestrutura precisa lidar com grandes volumes de eventos, manter estabilidade, reduzir latência e permitir que diferentes aplicações consumam os dados de forma eficiente.
É por isso que Market Data deve ser pensado como parte da arquitetura tecnológica do negócio, e não apenas como uma fonte de cotações.
Para uma corretora ou fintech, por exemplo, a mesma infraestrutura pode precisar alimentar uma plataforma de negociação, sistemas internos, ferramentas de análise e aplicações de clientes.
Quanto mais aplicações dependem do dado, maior é a importância de uma arquitetura centralizada, escalável e preparada para distribuição.
A Cedro oferece soluções de Market Data B3 e APIs para o mercado financeiro, permitindo que empresas integrem dados de mercado às suas próprias aplicações e sistemas.
A arquitetura da Cedro combina conectividade, APIs e infraestrutura especializada para atender diferentes necessidades de consumo e distribuição de dados.
Essa abordagem também se conecta a outros componentes do ecossistema Cedro. Uma empresa pode, por exemplo, combinar Market Data, APIs, OMS, Risk e roteamento de ordens em uma arquitetura integrada, reduzindo a necessidade de construir e manter diversas conexões independentes.
Para empresas que precisam desenvolver ou modernizar sua infraestrutura de negociação, essa integração pode representar uma diferença importante: em vez de tratar dados, ordens, risco e conectividade como projetos isolados, é possível enxergá-los como partes de uma mesma arquitetura.
Market Data B3 e latência estão diretamente relacionados à capacidade de uma instituição acompanhar e responder à dinâmica do mercado financeiro.
O dado precisa ser correto, mas também precisa chegar no momento adequado, com estabilidade e por meio de uma infraestrutura preparada para o volume de informações gerado pelo mercado.
Tecnologias como WebSocket Market Data B3 e API REST para mercado financeiro podem atender necessidades diferentes dentro de uma arquitetura. Já a integração B3 via API permite conectar essas informações às aplicações responsáveis por análise, negociação, risco e outros processos.
Quando essa estrutura é combinada com OMS, motor FIX, roteamento de ordens e infraestrutura de negociação eletrônica, o Market Data deixa de ser apenas uma fonte de informação e passa a fazer parte de uma arquitetura tecnológica completa.
É nesse contexto que a infraestrutura se torna estratégica: quanto menor a latência e maior a eficiência da distribuição, mais preparada está a tecnologia para acompanhar um mercado que muda a cada instante.